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Cecília quer enfiar o dedo na tomada. É mais um rito de passagem que minha filhota atravessa pra se tornar, final e irremediavelmente, uma gente, uma gente como nós, aqueles que queremos as coisas.
A escala de evolução é pontuada pelos graus de querência, pois um macaco quer bem menos que eu, mas quer mais que uma estrela do mar, por exemplo.
Acho que o homem veio do tédio do macaco.
(queria escrever mais, gravar mais, mas o tempo está de sacanagem. Em duas semanas, antes de começar meu novo empreendimento no obscuro mundo dos negócios, já tinha gravado quatro canções para o disco ´vastas todas as coisas´. Agora, estou há um mês tentando finalizar apenas uma e não consigo.)
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saiu!
clipe de auto-estima
matemática romântica…
clipe dirigido por Guilherme Outsuka
Atriz: Fernanda Catani
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Uma vez fiz um samba. Outra vez me arrependi. Ninguém pode dizer “fiz um samba” e sair impune. Samba é uma matéria de manipulação controlada por órgãos e instituições com sede nas tripas coração de uma certa gente que tem parte com eclipses, madrugadas inteiras e ânsias de vômito e esperma.
Bem, fiz um samba. O Controle Gabiru gravou. Não gostamos do resultado – e olha que nosso discernimento é meio vesgo dadas as coisas que aprovamos -… umas guitarrinhas meio bregas lá pelo meio. Não sei, mas acho que vou tentar gravar de novo… e por isso venho, por meio desta, pedir perdão a quem interessar fossa.
letra:
De Passagem
Quando tu, só de passagem
Deseduco a atenção
Digo que o cheiro é do olho
O toque é do sonho
E a voz é da mão
Priorizo a insuficiência do ângulo
Fico disposto pra arredores
Troco o ponto de vista
Por reticências astigmáticas
Emprego línguas asmáticas
A babar sonhos vencidos
Nas margens púbicas de um clitóris
Pois é sempre nesse espanto
Quando tu, só de passagem
Encosto o peito no tento
O nariz no vento
E me escorrega a paisagem
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Agora é profissional! Ao contrário dos dois primeiros e toscos clipes do carroça, que todos podem conferir clicando no link da coluna ao lado (carroça pra ver), vai sair um vídeo bacana de “auto-estima” (que também pode ser baixada no link carroça pra baixar), dirigido por Guilherme Outsuka, mais conhecido como Velho Tarado por seu blog.
Recebi hoje a notícia de que o clipe está em fase de edição. Outras produções do diretor aqui.
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Letra:
Todas As Coisas Vastas
Que chegasse bêbada e sozinha
Nos opacos de chuva da esquina
Rumo a tua boca, adivinha…
Sem prumo, sem razão, sem saída
Todas as coisas
Vastas
Todas as coisas
Obtusas tais palavras que ardem a garganta como cosmogonia…
Todos os nomes que me fazem falta
Todas as noites irrecuperáveis
Todos os copos venham todos os copos
Todos os corpos venham todos os corpos
Todas as coisas
Vastas
Todas as coisas
Obtusas tais palavras que ardem a garganta como cosmogonia…
(originalmente um post no controle gabiru, agora virou música)
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Letra:
A boca como se quase
Água escorrendo em pedra polida
Na face dessa terra o olho era teu
Vontade escorrendo dedos
Desenhando a sombra da minha mão
No teu pescoço
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O Controle Gabiru anuncia que, a partir desta noite, o caminho para o surgimento de toda e qualquer fonografia que presta pra ficar perdido está em reclamar de si, em si e para si, como nenhuma pedra jamais fora capaz.
Aproveitemo-nos de nossas faculdades motoras, além das cordas e dos couros esticados. Sim! Caminhemos rumo aos cantos… lá, onde ecos são como somos, boas frequências sempre à casa tornam.
“Vastas Todas As Coisas”, novo disco do Carroça ficará pronto em quem sabe.
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